quarta-feira, 12 de maio de 2010

Negro Spirituals: o berço do blues e do jazz

HOJE, quarta feira, 12 de maio, em Belo Horizonte, o Coro Madrigale se apresenta na Fundaçao de Educaçao Artística, às 20h, com um repertório especialíssimo: Negro Spirituals. Gente, esse repertório é muito bonito, de arrepiar, vale muito a pena!
A seguir um pouco da história dos Negro Spirituals, de onde nasceram o Blues e o Jazz...

Valendo-se da versatilidade dos cantores e facilidade do Madrigale em assimilar estilos diferentes da musica coral, o regente Arnon Savio Reis Oliveira preparou um concerto inteiro somente com composições de negro spirituals e selecionou obras dos principais compositores/arranjadores do gênero para presentear o publico com um panorama, se não completo, ao menos significativo do vasto repertorio que inspirou o Jazz, o Blues e o Gospel americanos. Mas a história dos negro spirituals vai além e se confunde com a história dos negros na América do Norte. Cantar para aliviar o sofrimento da alma, a dor do martírio, a opressão do cativeiro. Cantar para encurtar a distância da mãe África, a espera da liberdade, o caminho da alma para a paz de Deus. Sem flautas, cítaras, tambores, sem nada, porque na escravidão tudo lhes era proibido, só tinham a própria voz e a dos irmãos, de raça e de religião, para manterem dentro de si a chama da vida, da fé e da liberdade.
Com tantos motivos e anseios, o canto africano dos negros na América foi enriquecendo na exata proporção que seu povo escravo necessitava expiar o sofrimento. Contribuiu para o desenvolvimento daquele movimento, considerado hoje o primeiro gênero musical genuinamente americano, o encontro forçado com a cultura européia, o cristianismo protestante, e até a necessidade de se comunicar secretamente entre si para buscar a roubada liberdade. A herança africana, ficou fortemente representada nas primeiras composições e sobrevive como característica marcante dos negro spirituals mesmo contemporâneos, por meio da harmonia da escala pentatônica, a poliritimia e a maneira sui generis de se expressar vocalmente, com riqueza timbristica herdada dos antepassados tribais da África.
E são essas as características, segundo o maestro Arnon Sávio,que encantam e ao mesmo tempo desafiam coros do mundo inteiro, que se propõe a cantar os negro spirituals em seus concertos. Raramente se encontra um coro que não tenha em seu repertório um ou mais negro spirituals, geralmente virtuosísticos, para encerrar um concerto de maneira empolgante.Mas ao escolher cantar um concerto inteiro do gênero, cada uma dessas características tem que ser minuciosamente trabalhada, para tornarem-se coerentes com a intenção de seus compositores, que buscavam expressar através da musica a oração fervorosa de um povo, e suas súplicas pela prometida liberdade da alma.
Esse foi o desafio do Madrigale na preparação deste concerto, que vai apresentar obras de alguns dos mais renomados arranjadores de negros spirituals do século. Quem for à Fundaçao vai ouvir a interpretação do Madrigale de alguns negro spirituals tradicionais como Nobody knows, Ev´ry time I feel the spirit, Deep River, mas o destaque especial é para os arranjos mais modernos de Moses Hogan, alguns ainda desconhecidos do público coral belorizontino: Didn´t my Lord deliver Daniel, Elijah rock, The Battle of Jericho
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Um comentário:

  1. Olá, nossa desculpa pela demora em vir aqui te reposnder ,mas sabe como é a rotina na vida real, rsss. Eu não sei quem faça, mas tenho que perguntar a minha prima se a irmã dela tb é minha prima mas que não tenho tanto contato se ela está fazendo ainda essas coisas e se aceita encomenda. Assim que souber venho te dizer , bjs Leila

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